HANSENÍASE

A Hanseníase é uma doença infecto contagiosa e crônica na qual pode-se levar a incapacidades. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo apresentar-se como uma doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos.

Por ser uma doença de grande importância para a saúde pública, o Programa Estadual de Controle da Hanseníase desenvolve ações a fim de orientar a prática nos serviços de saúde visando um atendimento de acordo com todos os princípios do SUS e Diretrizes do Ministério da Saúde.

A Hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo Território Nacional e de investigação obrigatória. Assim, que o caso for diagnosticado deve ser notificado utilizando-se a ficha de notificação e investigação do Sistema Nacional de Agravos de Notificação/SINAN, retiradas na Assessoria de Hanseníase por ser uma ficha pré-numerada no Tocantins. A equipe deve monitorar os pacientes por meio do Boletim de Acompanhamento dos Casos de Hanseníase mensalmente, os mesmos devem ser retirados pelos digitadores e preenchido pela equipe de saúde que atende o paciente.

 

Os principais sinais e sintomas da doença são:

  • Manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade (a pessoa sente formigamentos, choques e câimbras que evoluem para dormência - se queima ou machuca sem perceber);
  • Pápulas, infiltrações, tubérculos e nódulos, normalmente sem sintomas ;
  • Diminuição ou queda de pêlos, localizada ou difusa, especialmente sobrancelhas;
  • Falta ou ausência de sudorese no local - pele seca.

Diagnóstico:

O diagnóstico de caso de hanseníase deve ser realizado na Unidade Básica de Saúde, pelo profissional médico da estratégia saúde da família, pois ele é essencialmente clínico.

O profissional médico realiza o diagnóstico por meio do exame dermatoneurológico, ou seja, através da inspeção da pele e palpação dos nervos periféricos, onde é identificado lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico). Os exames realizados para confirmação diagnóstica são os testes de sensibilidade Térmica (quente e frio – com uso de tubo de ensaio), Tátil (uso de algodão) e Doloroso (alfinete de costura com ponta fina e romba ou agulha de insulina).

Se necessário para auxiliar na classificação operacional do caso pode-se  solicitar alguns exames complementares, como por exemplo: esfregaço intradérmico, biópsia de pele ou nervo, eletroneuromiografia.

Tratamento:

O tratamento é ambulatorial e utiliza os seguintes esquemas terapêuticos padronizados.  Rifampicina, Dapsona e Clofazimina acondicionados em 4 (quatro) tipos de cartelas, com a composição de acordo com a classificação operacional de cada caso: Paucibacilar Adulto, Paucibacilar Infantil, Multibacilar Adulto e Multibacilar Infantil.